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História do Clube

FUNDAÇÃO
17 DE ABRIL DE 1904 - O BANGU E SUA VIDA


O BANGU em 14 de maio de 1905, antes da vitória por 5 a 3 sobre o Fluminense, no campo da Fábrica. A partir da esquerda, última fila: José Villas Boas (presidente), Frederick Jacques e João Ferrer (presidente honorário); fila do meio: César Bochialini, Francisco de Barros, John Stark, Dante Delocco e Justino Fortes; fila da frente: Segundo Maffeu, Thomas Hellowel, Francisco Carregal (o negro pioneiro), William Procter e James Hartley

A história do Bangu Atlético Clube começa realmente em fins do século XIX. Dentro da Fábrica Bangu, técnicos ingleses, recém chegados, falaram do futebol. Os filhos da terra ficaram empolgados com a narrativa dos bretões, sobre a nova modalidade desportiva. Das conversações, nasceu a idéia de fazer-se um "field". "Field" era como os ingleses denominavam o campo de futebol. Mas... e as bolas? Já havia uma trazida pelo técnico Thomas Donohoe, ou melhor, seu 'Danau" (essa bola ao que tudo indica, foi a primeira bola de futebol da Cidade Maravilhosa).



Thomas Donohoe

Era da Inglaterra que vinha o equipamento industrial da Fábrica, dentro de enormes caixas de madeira. Alguém foi a Londres a serviço da Fábrica. Eis que um dia ao ser aberta, na Fábrica, uma dessas Caixas, encontrou-se bem camuflado, um pacote contendo uma bola de couro para a prática do futebol, novinha, com bomba e tudo para enchê-la e alguns pares de chuteiras.
         

Ao iniciar-se pois, o século XX, já se praticava o futebol em Bangu, em uma área cedida pela Companhia Progresso Industrial do Brasil e que seria, como foi, um campo provisório, localizado bem ao lado direito das salas de trabalho então existentes.


Em dezembro de 1903, retornando de um passeio que fizera a sua terra natal, a Inglaterra, o Sr. Thomas Donohoe trouxe mais duas bolas de futebol.

Sentindo o entusiasmo que despertava em todos, o novo jogo o Sr. Andrew Procter sugeriu a fundação de um "club". Após uma reunião preparatória, na qual tomaram parte os Srs. Andrew Procter, John Starck, José Villas Boas, Thomas Donohoe, Clarence Hibbs, Willian French, Willian Procter, Martinho Dumiense, José Medeiros, José Soares, Frederich Jacques e Thomas Hellowell, quando se decidiu, definitivamente, fundar-se o "club", dias após, precisamente a 17 de abril de 1904, na casa nº 12 da Rua Estevão (depois Rua Ferrer e hoje Av. Cônego Vasconcelos) foi, oficialmente, fundado o Bangu Atlético Clube, com a presença dos Srs. Andrew Procter, Clarence Hibbs, Frederich Jacques, John Starck, José Soares, Segundo Maffeu, Thomas Hellowell, William French, William Hellowell e William Procter.

Deixaram de constar na Ata de fundação os nomes dos Srs. Thomas Donohoe, José Villas Boas e James Hartley. Acreditamos, todavia, que os referidos senhores terão deixado de assiná-la por algum lapso ou porque motivo relevante os tenha impedido de comparecer a essa histórica reunião. Cremos que por justiça, deverão eles serem considerados como fundadores do Bangu Atlético Clube. Seus nomes figuram, aliás, como Vice-Presidente e Membros do Conselho Fiscal da Diretoria então eleita.

Aos 17 de abril de 1904, na casa nº 12 da Rua Estevão, com a presença dos seguintes Senhores: John Starck, Fred Jacques, Clarence Hibbs, Thomas Hellowell, José Soares, William Procter, William Hellowell, William French, Segundo Maffeu e Andrew Procter, fundou-se um Club Athletic sob a denominação de "BANGU ATHLETIC CLUB".

Foi convidado de presidir o meeting Sr. John Starck, servindo de Secretário o Sr. Andrew Procter. O Presidente expôs os fins do Club que serão os jogos de "Foot-ball", "Cricket", "Lawn Tennis" e outros jogos variados.

Foi proposta pelo Sr. Jacques que a entrada de sócios seja de 2$000 e que a mensalidade é de 1$000 pagável no dia 1º de cada mês que foi adoptado unanimimente. Foi decidido que as cores serão branca e encarnado e o Sr. Stack foi convidado de falar com o Director da Fábrica, afim de arranjar o panno necessário para fazer o fardamento do Club. Foram eleitos para servirem na Directoria para o primeiro anno os seguintes Senhores:

Presidente Honorário João Ferrer
Presidente William French
Vice Presidente Thomas Donohoe
Secretário e Thezoureiro. Andrew Procter
Conselho Fiscal José Villas Boas, James Hartley e José Soares
Cap of "Foot-ball" John Starck
Cap of "Cricket" Thomas Hellowell
Cap of "Lawn Tennis" Fred Jacques

Ficou resolvido que será jogado um match entre os teams do Capitain e Secretario, no domingo dia 24 deste mês. Jogo para principiar às 4 horas da tarde.

O Secretário foi autorisado de annunciar a formação do Club nos jornais e também annunciar na Fábrica, convidando os rapazes de entrar como sócios. Quem quizer dará o seu nome ao Secretário. Foi convocado para domingo 24 uma nova reunião da Directoria afim de tratar dos assumptos do Club.

Não havendo mais nada de tratar foi dissolvida a assembléia na maior harmonia.
(a) - John Starck - José Soares - Fred Jacques - Thomas Hellowell e Andrew Procter.
17 de Abril de 1904



Bangu Atlético Clube (fundado como The Bangu Athletic Club) é uma agremiação esportiva da cidade do Rio de Janeiro, oficialmente fundada a 17 de abril de 1904. Mas o futebol já era praticado neste bairro do Rio de Janeiro que o alvirrubro suburbano carrega no nome desde o Século XIX.

Seu uniforme é composto de camisas com listras verticais vermelhas e brancas, calções brancos e meias com listas horizontais na mesma cor da camisa; seu mascote é um castor.

É, atualmente, o 54º colocado no ranking da CBF e o sexto no ranking carioca.

A origem do clube de futebol surge na extinta Fábrica Bangu, que existia no bairro de mesmo nome, localizado na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. Alguns britânicos que trabalhavam no local, especialmente o escocês Thomas Donohoe, apresentaram o esporte para os brasileiros, trazendo bolas de futebol ao Brasil, ainda no Século XIX.

A primeira partida foi disputada no dia 24 de julho de 1894, embora a história "oficial" do início do futebol brasileiro não registre o fato, que conta com farta documentação reunida pelo historiador banguense Carlos Molinari. 

A versão que indica Charles Miller como introdutor do futebol no Brasil procura desqualificar esse momento, alegando que os jogos realizados anteriormente não ocorreram em campos com medidas oficiais, tampouco com uma organização que previa, entre outras coisas, uniformes às equipes.

O adversário foi o Rio Cricket and Athletic Association, clube de origem inglesa de Niterói, com derrota por 5 X 0. Contudo, já no jogo seguinte, o Bangu conquistou sua primeira vitória: 6 X 0 contra o Andaraí.

Em 1905, o Bangu foi um dos fundadores da primeira Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro e, desde o início, teve seu nome vinculado à classe operária fabril e ao bairro que carrega no nome.

O Bangu sempre teve tradição de revelar grandes jogadores e, no final da década de 1920, lançou Domingos da Guia, lenda do futebol brasileiro conhecido como "El Divino Mestre", com passagens em outros grandes clubes do Brasil, da Argentina e do Uruguai e pai de outra grande revelação do Bangu, Ademir da Guia.

Em 1921, três importantes jogadores banguenses, Claudionor Corrêa, Américo Pastor e José de Mattos, foram convocados para defender a Seleção Brasileira no Sul Americano, na Argentina, mas como eram operários da Fábrica Bangu, não foram liberados por seus chefes para disputar a competição. Em 1921, o aniversário de 17 anos do clube, o Bangu derrotou o Botafogo por 3 X 1 e ganhou a Taça James Hartley.

No ano de 1929 o Bangu ganhou o curioso apelido de "Mulatinhos Rosados". Há duas versões para a história. Na primeira, o apelido levava em conta que o time do Bangu era formado basicamente por mulatos. Como suas camisas desbotavam ao suarem, as listras vermelhas pareciam rosadas, surgiu o nome. 

Na segunda versão, o presidente da época, Antônio Pedroso, para responder a um dirigente adversário que dissera "Como tem crioulo neste time!", respondeu: "Crioulos não, mulatinhos rosados". 

A história ocorrida com o clube brasileiro pioneiro na luta contra o racismo no futebol brasileiro deve ser entendida de maneira extremamente simpática e singela, se não folclórica.

Em 1933, a superioridade do Bangu na conquista de seu primeiro Campeonato Carioca foi incontestável, pois, em 10 jogos, venceu 7, empatou 2 e perdeu apenas 1, com 35 gols em 10 jogos, uma média impressionante de 3,5 gols por jogo. Na final Fluminense versus Bangu, vitória sobre o tricolor por 4 X 0.

Escudo

Desde sua fundação o clube tem por meta se desenvolver em três setores: o social, o cultural e o esportivo. Tanto isso é verdade que no nosso escudo, as letras B, A, C não são simples desenhos, cada qual representa um objeto. O "B" significa um pincenê, espécie de monóculos muito usado no século XX, e que representa o lado "intelectual" do clube. O "A" é um suporte para pintura de telas, mostrando uma vocação para o lado cultural e o "C" representa uma ferradura, desejando sorte nas atividades esportivas. Foi pensando nisso que, o chefe da seção de gravura da Fábrica Bangu, o português José Villas Boas, em 1904, desenhou o escudo mais bonito do país.



A RAZÃO DO VERMELHO E BRANCO




A razão de sua camisa vermelha e branca, uma das mais bonitas do país, tem versões contraditórias. Uns atribuem sua escolha aos ingleses que trabalhavam na Fábrica Bangu, uma homenagem a São Jorge, padroeiro da Inglaterra. Outros, acham que as cores são as mesmas do Southampton F.C., time antigo da Inglaterra, cujo brasão é representado por três rosas (duas vermelhas e uma branca).


» Hino
O Bangu tem também a sua história a sua glória,
enchendo seus fãs de alegria.
De lá, pra cá, surgiu Domingos da Guia.
    
Em Bangu se o clube vence há na certa um feriado.
Comércio fechado, a torcida reunida até parece a do Fla-Flu,
Bangu...Bangu...Bangu.
    
O Bangu tem também como divisa na camisa,
O vermelho sangue a brilhar,
E faz cartaz, estouram foguetes no ar.
Em Bangu se o clube vence há na certa um feriado. 
Comércio fechado, a torcida reunida até parece a do Fla-Flu,
Bangu...Bangu...Bangu.
Foi em 1949 que o compositor Lamartine Babo, famoso por suas "marchinhas" de carnaval compôs os hinos dos clubes do Rio de Janeiro. A gravação, porém, só seria comercializada no ano seguinte, aproveitando a realização da Copa do Mundo no Brasil.

O mais curioso foi como Lamartine teve que escrever os hinos. Há muito tempo, o compositor vinha "enrolando" a gravadora com a entrega das músicas. Com a paciência esgotada, os diretores da indústria fonográfica tiveram a idéia de convidar Lamartine para um baile fictício. Ao chegar no lugar, não havia festa alguma, mas sim irritados empresários que prenderam o boêmio e só o deixariam sair depois que escrevesse a letra dos hinos de todos os clubes do Rio de Janeiro.

E foi assim que o "malandro" Lamartine Babo, enfim, entregou as músicas à gravadora. Torcedor fanático do América, deixou para compor o hino do seu clube por último, e com certeza o fez um dos mais belos do país. O hino do Bangu também ficou pronto naquela noite, e como curiosidade, cita em sua letra o nome do grande craque Domingos da Guia.


Ouça o Hino



DIRETORIA 1904
Presidente Honorário: João Ferrer
Presidente: William French
Vice-presidente: Thomas Donohoe
Secretário e tesoureiro: Andrew Procter
Conselho Fiscal: José Villas Boas, James Hartley e José Soares
Captain of Football: John Stark
Captain of Cricket: Thomas Hellowell
Captain of Lawn Tennis: Frederich Jacques.


WILLIAM FRENCH



O primeiro presidente do nosso clube foi William French, um inglês clássico que fumava cachimbo e falava pouco, quase taciturno e que nunca se familiarizou com a língua de nossa pátria, ao contrário do seu conterrâneo William Procter que se esqueceu por completo da língua materna, falando apenas a portuguesa.

Naquele longínquo 1904, em que a vida era muito mais difícil do que hoje, qualquer cidadão de ânimo fraco baquearia na direção de empreendimentos, por menores que fossem, que exigissem pertinácia e convicção para levá-los à frente e engrandecê-los. Só mesmo um inglês da têmpera do velho French seria capaz de enfrentar as borrascas que desabariam sobre o nosso Bangu quando despontava para a vida longa e gloriosa.

Cruzamento entre as ruas Estevão (atual avenida Cônego de Vasconcelos) e Travessa da Fábrica (atual rua Professor Clemente Ferreira), no início do século XX. A casa assinalada era a residência do Sr. John Stark, onde o Bangu Athletic Club foi fundado em 17 de abril de 1904.


OS PRIMEIROS PASSOS

Para inaugurar o novo clube, a diretoria organizou uma festa no jardim da Fábrica Bangu, em 12 de junho. Este evento durou todo o dia e constou de diversas provas atléticas. Enfeitada com arcos, galhardetes, coretos e estandartes de todas as seções da Fábrica, a festa foi aberta aos moradores do bairro. Como era de prever, a Sociedade Musical Progresso de Bangu, sob a regência do maestro José Pedro deu o tom do acontecimento, executando belíssimas composições em um coreto.

Depois da refeição oferecida aos convidados, começaram as provas atléticas, valendo inúmeros prêmios, como álbuns, estatuetas, botinas, tinteiros, cinzeiros, talheres, vasos de plantas, sombrinhas de seda, jarras de porcelana, bengalas, estojos, carteiras, relógios, caixas de charutos e até mesmo uma original espada japonesa.

Eis a lista das provas e seus respectivos vencedores: corrida de 100m (João da Silva); corrida de 100m em sacos (Onofre Lages); corrida de 100m de costas (Clarence Hibbs); corrida de 200m com barril (John Stark); corrida de 200m para moças (Cecília Vidal); corrida de 200m em três pernas (Andrew Procter e William Procter); corrida de bicicletas (Ézio Pizzari); corrida de 100m equilibrando o ovo na colher (João Araújo); corrida de 500m (Sylvio Aldiguieri); corrida de 200m com obstáculos (João Araújo).

Realizou-se também uma prova de cabo de guerra, entre casados e solteiros, cabendo a vitória aos primeiros. Para terminar a festa, foi jogada uma partida de futebol: brancos contra vermelhos, tendo vencido o time branco por 2 a 0.

Faltava ao Bangu jogar uma partida oficial contra um outro clube, o que veio a acontecer no dia 24 de julho, por iniciativa do Rio Cricket & Athletic Association, de Niterói.
Nesta data, o Bangu já contava, inclusive, com um distintivo, o mesmo que ornamenta o clube até os dias de hoje. Desenhado pelo Sr. José Villas Boas, chefe da oficina de gravura da Fábrica, foi apresentado durante reunião da diretoria no dia 20 de julho.A maratona para chegar até o campo do Rio Cricket começou às 9:30 da manhã, quando os bravos jogadores banguenses embarcaram no trem. Após descerem na Praça da República, os atletas tomaram um bonde até a Estação das Barcas, na Praça XV de Novembro, e atravessaram para o outro lado da baía. Chegando a Niterói, almoçaram próximo às barcas e foram de charrete até Icaraí para jogarem às 15:30h.

Do lado do Bangu estavam: Thomas Hellowell, James Hartley e John Stark; Luiz Gaspar de Oliveira, Clarence Hibbs e William Hellowell; Andrew Procter, William Procter, Thomas Donohoe, Frederich Jacques e Augusto Alvarenga. Como era de se esperar, o Rio Cricket, com maior experiência, conseguiu vencer a partida pelo placar de 5 a 0. Porém, é de justiça salientar no time do Bangu o capitão Stark, que mostrou ser um jogador de fibra, o defensor Hartley e o goleiro Hellowell. Todos, sem exceção, brigaram até o último instante, com uma tenacidade e uma firmeza admiráveis, sem sombra de desânimo, honrando as cores alvirrubras na primeira partida de futebol da história do Bangu.

Para o domingo seguinte, 31 de julho, já tínhamos um novo jogo agendado, desta vez contra o Andaraí. Agora, a partida seria realizada no campo dentro da Fábrica. Foi neste dia que saiu o primeiro gol da história do Bangu, marcado pelo capitão de lawn tennis Frederich Jacques, após uma substancial ajuda de Andrew Procter, que empurrou o goleiro do Andaraí para dentro do gol. Antes de se encerrar o primeiro tempo, o Bangu ainda marcou mais dois gols, um com Stark e outro com Donohoe. No segundo tempo, os banguenses conheceram também seu primeiro grande artilheiro, o atacante John Stark, que marcou três gols, totalizando quatro na partida, e acabou com o time do Andaraí por 6 a 0.

Houve ainda um segundo jogo entre Bangu e Andaraí, realizado no dia 21 de agosto, no campo da rua Paysandu, onde os jogadores banguenses venceram novamente, agora por 3 a 1.
Em 17 de setembro foi realizada a primeira festa social do clube, no salão da Sociedade Musical Progresso de Bangu, que colaborou ainda com a sua banda de música e corpo cênico. Foi uma festa de caráter beneficente e teve a presença das figuras mais representativas da sociedade banguense da época. Esta festa teve o seu início às 20:30h com a seguinte programação: 1ª parte: comédia intitulada "Idéia Genial", pela Escola Dramática de Bangu; 2ª parte: cançonetas e monólogos; 3ª parte: exibição de lanterna mágica, sob o título "Os Habitantes da Lua". A festa terminou com um grande baile.

É interessante lembrar o movimento financeiro desta festa. Receita: 513$000. Despesa: 100$400. Saldo: 412$600. Este resultado foi considerado lisonjeiro para o clube, que nesta época já contava com mais de 140 sócios.

Para encerrar suas atividades no ano de sua fundação, o Bangu realizou outra festa esportiva no jardim da Fábrica. Foi em um domingo, 16 de outubro. Como da primeira vez, estava tudo enfeitado com arcos, galhardetes, coretos e bandeiras de várias nações. Durante toda a festa, a banda de música da Sociedade Musical Progresso de Bangu, animou os presentes sob a magnífica regência do maestro Anacleto de Medeiros.

Como era de praxe, foram distribuídos diversos prêmios aos vitoriosos do clube. Desta vez o valor dos objetos era maior. Os vencedores levaram para casa: vaso de cristal, relógio de mesa, aparelho para chá, cinzeiro de porcelana, jarra para biscoitos, tinteiro de prata, guarda-chuva de seda, estojo para fumantes, caixa de música, xícaras e pires de porcelana, álbuns para retratos. Todos estes prêmios eram muito valiosos para a sociedade da época e extremamente disputados nos páreos das corridas.

Foram estas as provas, com os respectivos ganhadores: corrida de 100m (Frederich Jacques); arremesso de peso de 8kg (Thomas Donohoe); salto em altura (Justino Fortes); corrida de 100m em sacos (Dante Delocco); salto em distância (Frederich Jacques); corrida de 400m (João Araújo); corrida de 200m para meninos (Raphael Clavelli); corrida de 100m para meninas (Georgiana Bastos); corrida de 200m com obstáculos (João da Silva); corrida de 200m com três pernas (Francisco de Barros e Justino Fortes); corrida de 200m com barreiras (Carlos Aldiguieri) e corrida de 200m para músicos (Sylvio Aldiguiere).

Para terminar a festa, o Bangu e o Football and Athletic Club disputaram um jogo de futebol, tendo vencido o visitante por 2 a 1. Após a partida foi oferecido um jantar de 50 talheres aos diretores e sócios de ambos os clubes no salão da Sociedade Musicais Progresso de Bangu.
Festa de inauguração do Bangu, realizada em 12 de junho de 1904, no jardim da Fábrica.





Todos os Presidentes do Bangu AC

2007 a 2013- Jorge Francisco Varela da Costa
2003 a 2006- Rita de Cássia Trindade
2003- João Paulo Giancristóforo
2001 a 2002- Rubens Lopes da Costa Filho
1999 a 2000- Jorge Francisco Varela da Costa
1994 a 1998- Antídio Vieira Dantas Filho
1992 a 1993- Carlos Teixeira Martins
1989 a 1991- Rubens Lopes da Costa Filho
1983 a 1988- Rui Esteves das Dores Filho
1980 a 1982- Antenor Vicente Corrêa Filho
1977 a 1979- Sergio Carlos Soares Saraiva
1975 a 1976- Maurício Cesar Buscácio
1973 a 1974- Rubens de Freitas
1972- José Vital
1971- José Augusto Salgado de Carvalho
1970- Orlando Lopes
1969 a 1970- Elias Gaze
1963 a 1968- Euzébio Gonçalves de Andrade e Silva
1959 a 1962- Maurício Cesar Buscácio
1957 a 1958- Fausto Guimarães de Almeida
1949 a 1956- José Ramos Penedo
1949- Eugênio Barbosa Paixão
1937 a 1949- Guilherme da Silveira Filho
1935 a 1936- Miguel José Pedro
1931 a 1934- José Alberto Guimarães
1929 a 1930- Antonio Pedroso Reis
1922 a 1928- James Schofield
1920 a 1921- Ary Azevedo Franco
1919- Firmino de Carvalho
1918- José Villas Boas
1915 a 1917- Noel de Carvalho
1911 a 1914- James Hartley
1909 a 1910- JAndrew Prócter
1908 a 1909- James McGregor
1906 a 1907- William French
1905- José Villas Boas
1904- William French


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