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Atletas da História

"Aqui relembraremos personalidades históricas do Bangu Atlético Clube"


A primeira história do Bangu Atlético Clube aconteceu antes mesmo da chegada do futebol no Brasil. É que de acordo com os moradores e historiadores de Bangu, o futebol era jogado lá antes de qualquer outro lugar no Brasil, para defender a tese se diz que por ser subúrbio do Rio de Janeiro, ninguém via o que lá acontecia. Em 1905 tem outra história, essa comprovada através de documentos, quando o clube foi o pioneiro em ter um negro no elenco, Francisco Carregal. 

Em 1911 o Bangu se sagraria Campeão Carioca da Segunda Divisão com quatro negros no elenco. Em 1914 o Bangu era novamente campeão da segunda carioca, e já em 1916 clube era Vice-Campeão do Estado, o título ficou para o rival América. 

Em 1929 veio o apelido do time. Um torcedor do Flamengo na arquibancada disse que no Bangu só havia crioulos e o presidente do Bangu na época respondeu dizendo que só o que o time tinha eram mulatinhos rosados. 

Em 1930 o clube fez novamente uma ótima campanha e terminou novamente na vice-liderança do estadual, dessa vez o campeão foi o Vasco. 

Em 1933 o Bangu conquistava o primeiro Campeonato Carioca de Profissionais, com um time que continha em seu elenco o principal artilheiro da história do clube: Laudislau Da Guia. 

1º Campeão de Futebol Profissional - Rio - 1933
(Da esquerda para direita) Em pé: Luiz Vinhais(técnico), Sobral, Paulista, Ladislau, Tião, Plácido, Gentil, Dininho, Orlandinho e Tenente Barbosa(preparador físico); Agachados: Paiva, Santana e Médio; Sentados: Mário Euro, Euclides, Newton, Sá Pinto e Camarão; Reservas: Buza e Vivi

Em 1949 o clube ganha seu hino, composto por Lamartine Babo, cuja frase mais famosa é: A torcida reunida até parece a do Fla-Flu. 


Porém, só em 1951 o clube voltaria a se destacar, foi vice-campeão perdendo o título para o Fluminense. Foi novamente vice em 1959, 1964, quando o título foi para o Flamengo, 1965, quando o Fluminense conquistou o campeonato. 

33 anos após seu primeiro título, o Bangu se consagraria novamente Campeão Carioca, quem se destacava no elenco era o goleiro Ubirajara. 
Campeão Carioca de 1966
(Da esquerda para direita) Em pé: Mário Tito, Ubirajara, Luiz Alberto, Ari Clemente, Fidélis e Jaime; Agachados: Paulo Borges, Cabralzinho, Ladeira, Ocimar e Aladim

Em 1967 foi novamente vice quando o Botafogo levou o campeonato. Após 12 anos sem uma posição de destaque, em 1979 o Bangu foi campeão do Segundo Turno do Campeonato Carioca, naquela época chamado de Taça Orlando Leal Guerreiro. 

Em 1981 após muitas pessoas dizerem que faltava ao clube um peso na camisa o Bangu ganhou um mascote: o castor, que é estampado até hoje do lado esquerdo da camiseta alvirrubra. 


A grande chance do Bangu porém foi em 1985. Após realizar um excelente Campeonato Brasileiro, sendo considerado pelos especialistas a equipe que jogava mais bonito naquele campeonato, o clube chegou a final contra o Coritiba. A final naquele ano era disputada em partida única no Maracanã, vantagem do Bangu que possuía uma torcida de 105 mil pessoas a favor. Após empate em 1x1 em tempo normal, gol de Índio para o Coritiba e Luminha faz o gol para o Bangu. Na prorrogação 0x0. Na primeira sessão de pênaltis: Gilson, Pingo, Baby, Mário, Marinho fizeram para o Bangu e Índio, Marco Aurélio, Édson, Leila e Vavá converteram a favor do Coritiba. No 11º pênalti, porém, Ado errou a cobrança. Logo após, Gomes do Coritiba só precisou converter seu pênalti e o Coritiba se sagrava campeão brasileiro de 1985. 


Vice-Campeão Brasileiro de 1985
(Da esquerda para direita) Em pé: Marinho, Jair, Oliveira, Baby, Márcio Nunes e Cléber(Preparador Físico); Agachados: Gilmar, Lulinha, João Cláudio, Mário, Ado e Israel


Ado põe as mãos na cabeça após perder o pênalti na decisão do Brasileiro de 1985
Já nos vestiários, Ado é só lágrima

No mesmo ano, o Bangu ainda teve a chance de conquistar um outro título. Mas novamente o clube de Moça Bonita foi vice-campeão. Perdeu uma final pela qual jogava por um empate contra o Fluminense que fez 2x1, é bom lembrar que o árbitro José Roberto Wright não deu um pênalti claro em cima de Cláudio Adão.

Em 1987 o time conquistou de forma invicta a Taça-Rio, que é o Segundo Turno do Campeonato Carioca, ao vencer o Botafogo por 3x1 no jogo final. O clube ainda aprontava para os grandes quando foi vice-campeão da Taça Guanabara em 1992, perdendo para o Vasco. Em 1993, foi a última vez que o Bangu chegou a ter um pouco de brilho ao conquistar o vice-campeonato do Rio São Paulo “B”, torneio que era disputado pelos pequenos times mas que se destacavam em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Campeão da Taça Rio de 1987
Em pé: Gilmar, Márcio Rossini, Oliveira, Mauro Galvão, Racinha e Jacimar; Agachados: Marinho, Arturzinho, Tobi, Paulinho Criciúma e Ado

Em 2004 o Bangu completaria o seu centenário e o ano para o clube não poderia ser pior. Após péssima campanha, o clube não conseguiu mais do que 5 pontos em 11 jogos e acabou sendo rebaixado à Segundona Carioca. Nesse ano o Bangu bem que tentou, mas não conseguiu dar a volta por cima. Foi vice-campeão da Segunda Divisão Carioca, porém apenas o campeonato garante vaga na divisão principal do Campeonato Carioca. E quem levou a melhor foi o Nova Iguaçu, do tetracampeão Zinho, que fez 12 pontos contra 11 do Bangu nos 6 jogos da fase final (vale lembrar que os dois clubes começaram com 1 ponto por serem os melhores classificados do seus grupos na primeira fase). 


Time que disputou a Segunda Divisão Carioca em 2005

Essa é basicamente a trajetória do Bangu, mas não existe um grande clube sem grandes jogadores, então vamos conhecer alguns dos jogadores que fizeram história no Bangu ou que passaram pelo clube de Moça Bonita.

Em 1912 começa a história da família da Guia no Bangu. O primeiro foi Luiz da Guia que estreava na derrota de 7x4 contra o Flamengo, o que se comenta sobre esse jogo é que o goleiro do Bangu na época vendeu 4 gols para o Flamengo. Mesmo sem ter a mesma projeção de Domingos da Guia, quem o viu jogar diz que a categoria não ficava devendo em nada para o irmão mais novo. “O Perfeito” como era chamado pela imprensa, foi convidado a jogar no rival América ele disse: "Talvez seja fácil vestir a camisa do América. Difícil vai ser enfrentar o Bangu”. Luiz da Guia jogou 19 anos no Bangu, um recorde no futebol brasileiro, e conquistou 2 títulos da segunda divisão carioca.

Laudislau da Guia foi o segundo da família a jogar no Bangu. Estreou em 1926 e jogou no clube até 1940. Maior artilheiro do clube com 215 gols, 181 em jogos oficiais, era conhecido como “Tijolo quente” por causa de seus chutes potentes. Foi artilheiro do Campeonato Carioca de 1930, quando marcou 20 gols e empatou com Preguinho do Fluminense, e em 1935 quando fez 18 gols.

Domingos da Guia, maior jogador da história do Bangu, estreou no clube em 1929. O zagueiro que atuou na Copa de 1938 na França sempre é lembrado nas seleções de todos os tempos. Após passagens por Vasco, Nacional (URU) e Boca Juniors o zagueiro chegou ao Flamengo em 1937, onde foi campeão carioca de 1939, 1942 e 1943. Em 1944 se transferiu para o Corinthians. Domingos encerrou sua carreira no Bangu, no jogo Flamengo 4x2 Bangu, em 12 de dezembro de 1948.

Zizinho, considerado por muitos o melhor jogador brasileiro depois de Pelé, foi outro grande nome que passou pelo Bangu. Após conquistar os títulos cariocas de 1943, 1944 e 1949 chegou ao Bangu em 1950, logo após a Copa do Mundo onde foi vice-campeão, e marcou 115 gols, 78 em jogos oficiais, até deixar o clube em 1957 quando se transferiu para o São Paulo e conquistou o título paulista daquele ano. Encerrou a carreira em 1961, no Audax Italiano, do Chile.

Zózimo, zagueiro campeão mundial de 1962, foi outro grande nome do Bangu. Fez 39 partidas pela seleção brasileira, todas como jogador do Bangu. Disputou também a Olimpíada de Helsinque, em 1952.

Ademir da Guia foi outro grande nome da família da Guia e do Bangu. Começou a ganhar destaque quando foi campeão carioca juvenil de 1959. Em 1960 e 1961 se destacou no time profissional do Bangu. Filho de Domingos da Guia, Ademir se transferiu para o Palmeiras em 1961 e ganhou os títulos paulistas de 1963, 1966, 1972, 1974 e 1976, o Rio-São Paulo de 1965, a Taça Brasil de 1967, a Taça de Prata em 1967 e 1969 e o bicampeonato brasileiro em 1972 e 1973. Considerado um dos maiores apoiadores da história do nosso futebol, disputou 12 partidas pela seleção brasileira, uma delas na Copa do Mundo de 1974, na Alemanha.

Ubirajara foi o grande goleiro da história do Bangu. Jogou por 10 anos no time, de 1958 a 1968, e foi campeão carioca de 1966 pelo clube. Em 1969 foi para o Botafogo onde ficou até 1971, depois foi para o Flamengo em 1972 onde encerrou a carreira um ano depois. Pela seleção atuou apenas uma vez: vitória de 3x1 do Brasil sobre o Peru em amistoso prepatório para a Copa de 1966.

Fidelis jogou no Bangu de 1962 até 1967. O lateral-direito disputou 8 partidas pela seleção Brasileira, todas em 1966, ano em que também disputou a Copa do Mundo da Inglaterra. Após o Bangu se transferiu para o Vasco onde jogou de 1968 a 1975. Depois do Vasco jogou pelo ABC de Natal de 1976 a 1978, no Operário-MT de 1979 a 1980 e no São José, onde encerrou a carreira, em 1981.

Outro grande jogador do título de 1966, Paulo Borges jogou no Bangu de 1961 à 1968. No título de 1966 comandou o ataque e foi artilheiro do campeonato com 16 gols, e em 1967 fez a artilharia com 13. Entre 1966 e 1969 jogou 20 jogos e fez 4 gols pela seleção. Após sair do Bangu foi defender o Corinthians naquela que seria a maior transição do futebol brasileiro até então. Teve uma passagem de seis meses pelo Palmeiras em 1971, porém retornou ao Corinthians onde ficou até 1974. Em 1975 encerrou a carreira após jogar 3 meses no Pontagrossense do Paraná e mais 3 meses no Vasco do Sergipe.

Aladim foi o outro lateral no titulo de 1966. Estreou no Bangu com 18 anos em 1964 e foi titular absoluto até 1970 quando transferiu-se para o Corinthians. Em 1972 foi para o Coritiba onde conquistou por cinco vezes o campeonato paranaense. Em 1981 foi para o Colorado, extinto clube do Paraná, onde encerrou sua carreira em 1948.

Arturzinho jogou por dezenas de clubes no Brasil. Porém foi no Bangu que teve destaque. Chegou em 1982, mas em 1984 saiu para jogar no Vasco, e no mesmo ano no Corinthians. Voltou em 1985 quando foi o vice-campeão brasileiro e o vice carioca e conquistou a Taça Rio em 1987. Em 1991 voltou para o Bangu mas não obteve o mesmo sucesso da outra passagem.

Cláudio Adão foi outro grande nome que passou pelo Bangu. Após atuar em vários clubes chegou no Bangu em 1984 e defendeu o clube até 1985. Foi outro jogador que foi vice-campeão brasileiro e vice-campeão carioca. Após sair do Bangu atuou em dezenas de clubes.

Marinho teve 3 passagens pelo Bangu. A primeira foi de 1982 até o comecinho 1988. Nesses anos o jogador conquistou o vice-campeonato brasileiro, o vice-campeonato carioca de 1985, e a Taça Rio de 1987. Em 1986 foi eleito o melhor jogador do país, foi também o ano em que defendeu por duas vezes a Seleção Brasileira principal, marcou um gol. Em 1976, também pela Seleção, esteve na Olimpíada de Montreal. Em 1991 após passagem pelo Botafogo voltou ao Bangu em 1991. Depois rodou por várias equipes até voltar ao Bangu em 1996 e encerrar sua carreira aos 39 anos.

Mauro Galvão foi o último grande nome do Bangu. Estava no clube de Moça Bonita na última grande conquista do clube, a Taça Guanabara de 1987. Tetracampeão brasileiro (1976, 1986, 1997, 2000), também fez 26 jogos pela Seleção brasileira, pela qual disputou a Olimpíada de Los Angeles, em 1984 e a Copa do Mundo de 1990.
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Extraído de: http://www.tribosjovens.com.br
Fonte das fotos, hino e dados: BANGU.NET
Ruben Neto

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"A memória guardará o que valer a pena. A memória sabe de mim mais que eu; e ela não perde o que merece ser salvo."
Eduardo Galeano

JOSÉ CLEBER , ex-preparador físico do Bangu02/03/08

Ele preparava a máquina dos anos 80

Um otimista. Um vencedor. Adjetivos que podem classificar o antigo e conhecido preparador físico do Bangu dos anos 80, José Cléber. Na época, um garotão de 27 anos, hoje já cinqüentão treinando do Al-Jahra, do Kuwait.

Mas o que diferenciava Cléber de outros tantos preparadores que passaram por Moça Bonita é que ele, realmente, era banguense. Aliás, como não ser, se Cléber estava ali dentro vivendo dia a dia as glórias e os dramas dos timaços dos anos 80.

Antes de chegar ao Bangu, em 1984, Cléber trabalhou no Madureira, no Bonsucesso e no Americano. Começava assim, uma carreira de cinco anos, no clube vermelho e branco. Como preparador, Cléber fez muitas amizades e faz questão de listar os nomes de cada um de seus atletas. Toinho, Gilmar, Júlio Galvão, Gilson Paulino, Rosemiro, Márcio Nunes, Oliveira, Fernandes, Baby, Israel, Mário, Arturzinho, Marinho, Cláudio Adão, Toby, Pingo, Lulinha, Gilson Gênio, Gilson fazem parte da listagem que Cléber recitou.

Obviamente, relembrando o passado é inevitável falar das finais de 1985. Onde segundo ele, “tivemos falta de sorte contra o Coritiba e fomos garfados pela arbitragem do Wright contra o Flu”. Um tempo bom – “o melhor que vivi em Moça Bonita”, faz questão de dizer. Mas, como bom banguense, para Cléber o clube é “um vulcão em repouso, que tem tudo para entrar em erupção”.

Otimismo, esperança, mesmo no Kuwait, Cléber acompanha a má fase do clube, e torço muito “para ver ressurgir o nosso Bangu, para resgatar seu prestígio e suas glórias” – comenta o preparador, sem ter idéia de que qualquer time do Kuwait ganharia fácil dos reservas do Madureira que o alvirrubro anda usando...



Carlos Molinari
Pesquisador da história do Bangu Atlético Clube.
Fonte: bangu.net

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            MENDONÇA, ex-jogador do Bangu                                                                        10/03/08


Nove jogos e muita história
Milton da Cunha Mendonça, um meia de estilo refinado que fez história no Botafogo dos anos 70 e 80, também jogou no Bangu. Pouca gente lembra, é verdade. Afinal, Mendonça vestiu a camisa alvirrubra apenas nove vezes, no final da temporada de 1990.

Com passagens pelo Botafogo (1975 a 83), Portuguesa (1983 a 85), Palmeiras (1985 a 87), Santos (1987 a 89), Al Saad do Catar (1989) e Inter de Limeira (1989), Mendonça veio para o Bangu somente encerrar sua carreira no clube em que deu os primeiros chutes na escolinha de dente-de-leite, em 1970, quando tinha 12 anos.

Hoje, comentarista da Rádio RDC 1480 AM, Mendonça mora em Bangu e tem ótimas lembranças de seus companheiros de Moça Bonita, como Sales, Arturzinho, Gilson e Vágner Pepeta, com quem conviveu entre outubro e dezembro de 1990.

Na ocasião, disputou o Campeonato Brasileiro da Terceira Divisão e a Taça Adolpho Bloch, promovida pela TV Manchete. Marcou dois gols - um contra o Fluminense, na vitória por 1 x 0 nas Laranjeiras, que faz questão de guardar até hoje em vídeo-tape.

Sobre o estado atual do clube, Mendonça é extremamente crítico: "É muito triste. Ver um clube ao qual cheguei aos 12 anos, nos dentes-de-leite, com a estrutura que tinha e agora, sem ter nada."

O carinho de Mendonça pelo clube tem muita ligação com a história de seu pai, zagueiro do time vice-campeão carioca de 1951, que teve a perna fraturada por Didi, justamente na decisão contra o Fluminense. Mendonça "pai" nunca se recuperou totalmente da lesão, teve sua carreira abreviada, o Bangu perdeu o título e o árbitro Mário Vianna sequer expulsou o meia Didi, deixando o alvirrubro com dez homens aos 5 minutos do primeiro tempo (na época, não eram permitidas substituições).

Carlos Molinari
Pesquisador da história do Bangu Atlético Clube.
Fonte: bangu.net

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CARLOS ROBERTO, ex-jogador do Bangu17/03/08

Lembrança dos “bichos” fartos
Carlos Roberto jogou no Bangu ao lado de vários “cobras”, ou melhor, no “Reino da Malandragem”


O ex-volante Carlos Roberto de Carvalho é hoje um técnico conhecido, principalmente após ter conquistado o título carioca de 2006 pelo Botafogo. Além disso, já treinou equipes da Arábia Saudita e da Tailândia, fez boa campanha com o América na Série-C de 2007, passou pelo Madureira no início deste ano e agora, está cotado para ser o representante do Manchester City, da Inglaterra, no Brasil.

Sua carreira começou cedo, logo conquistando a fama no Botafogo dos anos 60 e 70. Após passar o ano de 1979 vestindo a camisa tricolor, Castor de Andrade foi buscá-lo nas Laranjeiras para montar o primeiro grande time dos anos 80, repleto de veteranos. Na época, Carlos Roberto tinha 32 anos. Ficou em Moça Bonita em 1980 e 1981 e vestiu a camisa alvirrubra em 83 ocasiões, marcando um único gol – no último minuto de uma partida contra o Serrano. “Tenho boas recordações do Bangu, até porque era um grupo muito unido, muito bom e muito bem remunerado” – relembra.

O grupo a que Carlos Roberto se refere era a “fina flor da malandragem do futebol brasileiro”. Nomes como Tobias, Toninho Baiano, Moisés, Renê, Marco Antônio, Ademir Vicente, Pedro Rocha, Mirandinha, Luisão e Dé resgataram a imagem do Bangu e serviram para mostrar que Castor de Andrade tinha planos ambiciosos para o time dos anos 80.

Sobre o atual momento do clube, Carlos Roberto foi direto: “Vejo com muita tristeza, mas estou torcendo para que volte a ser uma grande força do futebol carioca e brasileiro”.



Carlos Molinari

Pesquisador da história do Bangu Atlético Clube.
Fonte: bangu.net

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JORGE VIEIRA, ex-técnico do Bangu24/03/08

Cinco meses no comando
Em 1983, o Bangu confiava em Jorge Vieira para classificar o time na Taça de Prata

Foram apenas 18 jogos no comando do Bangu, com 8 vitórias, 5 empates e 5 derrotas, meros cinco meses trabalhando em Moça Bonita, mas o técnico Jorge Vieira é, de qualquer forma, um nome marcante. Quando chegou ao clube, em janeiro de 1983, o treinador, na época com 49 anos, tinha pela frente o desafio de classificar o alvirrubro da Taça de Prata para a Taça de Ouro, ou seja, leva-lo da segunda para a primeira divisão do Brasileirão na mesma temporada. 


Entretanto, com um elenco formado por grandes craques como Arturzinho, Mário, Ado, Luisão, Marinho e Rubens Feijão, o Bangu conseguiu chegar apenas à segunda fase da Taça de Prata, sendo eliminado após resultados pífios frente o Londrina (0 x 1) e o Botafogo/SP (1 x 1). 

Jorge Vieira ainda resistiu no cargo após a eliminação precoce, mas logo foi chamado para treinar o Corinthians, no mês de maio, e deixou o clube de Moça Bonita nas mãos de Moisés, que nunca tinha sido técnico de uma equipe profissional. 

Do Bangu, Jorge Vieira guarda saudades da camaradagem e a cordialidade dos jogadores e principalmente do patrono Castor de Andrade que “nada deixava faltar ao clube”. Hoje, o veterano treinador coordena o futebol do América, após passagens vitoriosas por inúmeros clubes, incluindo uma inédita classificação do Iraque para a Copa do Mundo do México, em 1986. 

Sobre o atual momento do Bangu, Jorge Vieira acha lastimável, “pois sequer se ouve mais falar do clube”.


Carlos Molinari

Pesquisador da história do Bangu Atlético Clube.
Fonte: bangu.net

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TONHO, ex-jogador do Bangu31/03/08

Lateral da máquina de 1983
Tonho jogou apenas 21 vezes pelo Bangu, mas saiu de campo com 14 vitórias e três empates
Confesso que quando um amigo veio com a sugestão de realizarmos um “por onde anda?” com o Tonho, eu fiquei na dúvida. “Tonho, mas que Tonho?”

De fato, o Bangu teve dois atletas com esse mesmo apelido: o primeiro, atacante obscuro da década de 60, o segundo, o lateral Antônio Carlos Pereira de Sousa, que jogou entre 1983 e 1984. E é sobre este último que vamos falar.

Tonho jogava no modesto Rubro de Araruama quando chegou a Moça Bonita para fazer um teste. Conterrâneo do supervisor Catuca, o teste foi mera formalidade para o lateral-esquerdo, que estreou contra a Desportiva, em junho de 1983, na época com 24 anos.

Foi titular durante a magnífica campanha no Campeonato Carioca de 1983, em que o Bangu terminou em terceiro lugar. Mas para ele, o título foi perdido de forma inexplicável. “O Bangu era, sem a menor dúvida, a melhor equipe do certame, não só pela imprensa, mas também pelos próprios números”.

Entretanto, três derrotas para o Flamengo: 1 x 3 no 2º Turno, 0 x 1 na final da Taça Rio e 0 x 2 no Triangular Final acabaram com o sonho da equipe de Moisés.
“Aquele era um elenco sem vaidades e com jogadores do mais alto nível” – conta Tonho, que até hoje guarda uma grande amizade com Paulinho Criciúma. Depois que saiu do Bangu, em 1984, o lateral atuou no Moto Clube, no Rio Negro e no Paysandu.

Atualmente, convidado pelo ex-técnico Moisés, Tonho é treinador dos juniores da Cabofriense, vice-campeão do 1º turno do Campeonato Carioca deste ano.

Em relação ao Bangu de hoje, confessa muita tristeza e desejos de que um dia volte a ser o que foi.


Carlos Molinari

Pesquisador da história do Bangu Atlético Clube.
Fonte: bangu.net

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GILSON PAULINO, ex-jogador do Bangu21/04/08

Ex-lateral agora é técnico
Gilson Paulino, que jogou no Bangu em 1983/84, treina o São Cristóvão, rival na Segundona
Quem tem a curiosidade de acessar os vídeos que o Bangu.net disponibiliza, já deve ter visto os gols de Bangu 7 x 0 São Cristóvão, em 1983. Naquele dia, o lateral-direito Gilson Paulino de Oliveira, na época com 30 anos, marcou o seu único gol com a camisa alvirrubra. Um chute seco, rasteiro, da entrada da área, no canto do goleiro e depois, muitos pulos de alegria.

O mineiro Gilson Paulino jogou apenas um ano em Bangu (de junho de 1983 a maio de 1984), fez 34 jogos (18v, 10e, 6d) e participou de toda a campanha que levou o time ao Triangular Final do Campeonato Carioca de 1983. “Perder o título com aquele timaço é algo inexplicável”, comenta o atual treinador dos profissionais do São Cristóvão.

Provavelmente, o time de Gilson vai encontrar o Bangu na Segunda Divisão carioca, mas ele não considera o atual alvirrubro um adversário difícil: “O Bangu de hoje simplesmente não existe, mas o clube não merece passar por tal situação”.

Mesmo estando do “outro lado” agora, Gilson Paulino tem muita saudade dos seus tempos de Moça Bonita e até hoje mantém contato com Jair, Arturzinho, Ado, Marinho e Fernando Macaé. As lembranças são as melhores possíveis, principalmente por causa dos “bichos” pagos após os treinos das sextas-feiras, “quando a rapaziada saía para brincar antes da concentração”.

Antes de vir para o Bangu, o lateral jogava no América do México, depois voltou para lá, vendido para o Necaxa. Encerrou sua carreira em 1989, na Cabofriense e como técnico, além do São Cristóvão, já comandou o Macaé e o Resende.

De qualquer forma, é bom saber “por onde anda” esse ex-lateral e saber também que o São Cristóvão já está se preparando para a Segunda Divisão, inclusive realizando alguns amistosos. E o Bangu de hoje? O que anda fazendo? Quem é o técnico?


Carlos Molinari

Pesquisador da história do Bangu Atlético Clube.
Fonte: bangu.net


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ÉDSON SOUZA, ex-jogador do Bangu28/04/08

Um golaço para a história
O gol de Édson Souza sobre o Vasco em 89 até hoje está na minha memória
Você pode tê-lo visto jogar com a camisa alvirrubra em 1989, em 1995 ou em 2000, mas independente do ano, Édson Souza sempre demonstrou a mesma raça em todas as suas passagens pelo clube.

Mestre nos desarmes e nos mísseis disparados de fora da área, Édson Souza é hoje o técnico do Nova Iguaçu, que ao contrário do nosso clube, já está se preparando para disputar a Segunda Divisão estadual. Em 2007, o ex-craque banguense levou o Mesquita ao vice-campeonato da Segundona.

Pelo alvirrubro, Édson Souza fez 87 jogos (com 28 vitórias, 28 empates e 31 derrotas), marcando 5 gols - um deles eu me lembro até hoje, contra o Vasco, em São Januário, num tiro indefensável de fora da área, que venceu o goleiro Acácio, em 1989.

Suas melhores lembranças também são de 89, quando foi contratado junto ao Cruzeiro, ganhando o mesmo salário que o poderoso clube mineiro o pagava: "Era um Bangu sem dificuldades, uma época farta, um Castor generoso. Ele abria uma mala cheia de dinheiro e perguntava se o pessoal gostava de grana" - recorda.

Quando voltou a Moça Bonita, em 95, veio pelas mãos do empresário Pedrinho Vicençote, vindo do União da Ilha da Madeira, de Portugal.

Regressou outra vez em 2000, a convite do treinador Alfredo Sampaio, que gostou do que Édson fazia com a bola vestindo a camisa do Americano.

Nesta época, eu era diretor de Patrimônio Histórico do clube e pude conversar com ele sobre a fabulosa excursão do time a Kiev, em 1989 e principalmente do duelo com o Dínamo local. As informações de Édson Souza foram preciosas e eu as lancei no meu livro "Nós é que somos banguenses".

Amigo até hoje de Macula, Oliveira e Márcio Rossini, o técnico do Nova Iguaçu acha o Bangu atual muito triste: "A decadência me deixa frustrado porque tenho um carinho especial pelo clube".

Aos 43 anos, dificilmente esse paulista se lembrará disso tudo na hora em que o seu Nova Iguaçu cruzar o nosso caminho na Segundona.


Carlos Molinari

Pesquisador da história do Bangu Atlético Clube.
Fonte: bangu.net

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DIDINHO, ex-jogador do Bangu
05/05/08


Um jogador esquecido pela história

Vocês se lembram do Didinho?

Provavelmente, só quem acompanhou o Bangu na década de 70 tem na memória algum lance desse meio-campo, que atuou duas temporadas (1970 e 1976) com a camisa alvirrubra.

Hoje, atual coordenador das categorias de base do Olaria, Didinho, ou melhor, Sebastião Campos de Morais, 65 anos, foi um meio-campo que despontou no Bonsucesso em 1969 e o presidente Elias Gaze fez questão de trazê-lo para o Bangu no ano seguinte.

Em Moça Bonita, alcançou logo a posição de titular, graças ao técnico Flávio Costa e participou de um jogo histórico: os 4 a 0 sobre o Flamengo, no Maracanã, quando Dé marcou o famoso "gol do gelo": "A jogada começou comigo, numa dividida com o meia Liminha, a bola sobrou para o zagueiro Reyes e o Dé tirou a bola dele atirando um pedregulho de gelo, que assustou o jogador."

Do time de 1970, Didinho lembra dos amigos Aladim, Serjão, Cabrita e Paulo Mata, mas destaca sempre a mão firme de Flávio Costa: "Ele era a grande estrela, com jogadores medianos ele conseguiu montar um time brioso".

Voltou ao Bangu em 1976, vindo do Botafogo, para participar de uma temporada bastante fraca, mas que acabou dando ao clube o título do Torneio da Integração. Parou de jogar em 1979, quando defendia o Serrano, de Petrópolis, mas antes disso rodou o mundo mostrando seu futebol.

Comandou o meio-campo banguense em 67 oportunidades (com 21 vitórias, 17 empates e 29 derrotas), tendo marcado 7 gols. Sobre o momento lamentável que o Bangu vive, Didinho é categórico: "Hoje é um clube triste, sem identidade".

Didinho trabalha hoje na Comissão Técnica do Olaria, que está fazendo muito boa campanha na Copa Rio e é forte concorrente na Segundona do Carioca.

E agora, lembraram-se do Didinho?


Carlos Molinari

Pesquisador da história do Bangu Atlético Clube.
Fonte: bangu.net

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BIMBA, ex-jogador do Bangu12/05/08

Um lateral que passou rápido demais por Moça Bonita

Em 1988, estreava no time do Bangu um lateral-direito de apelido estranho - Bimba, cria das categorias de base de Moça Bonita. Carioca de Magalhães Bastos, Bimba chegou ao clube em 1982 e foi efetivado aos profissionais pelo técnico Zagallo.

Vânder Bezerra de Vasconcellos, hoje com 40 anos, tem uma escolinha de futebol em Padre Miguel, em sociedade com o ex-banguense Marcelo Henrique.

Lateral rápido, Bimba atuou 90 vezes pelo Bangu em duas passagens - a primeira de 1988 a 1989 e a segunda de 1993 a 1994 - e marcou um único gol. Em 1989 foi emprestado para o Bonsucesso e em 1993, foi definitivamente comprado pelo clube em 1993, por Carlinhos Maracanã, que o reencontrou jogando pelo Campo Grande.

Bimba é legitimamente torcedor do Bangu, tanto até que hoje em dia joga com os "Masters" do alvirrubro, nas terças à noite: "Os melhores momentos da minha vida foram passados no Bangu. O pouco que tenho é graças ao Bangu, clube que me fez homem, me deu oportunidades e me fez crescer na vida".

Destaca como sua principal partida, a vitória sobre o Vasco por 1 x 0, no Maracanã, pelo Campeonato Carioca de 1993, quando Robinho marcou o gol aos 47 minutos do 2º tempo. Como todo bom banguense, Bimba também está desiludido com o momento atual do clube: "O Bangu de hoje é um clube fracassado, não existe. Gente sem identidade, jogadores treinando com o uniforme do Madureira. Na última vez que entrei no estádio não consegui ficar cinco minutos. Sai com os olhos cheios d´água".


Carlos Molinari

Pesquisador da história do Bangu Atlético Clube.
Fonte: bangu.net

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ANDRÉ LUÍS, ex-jogador do Bangu19/05/08

Zagueiro disputou a Série-A em 1988 pelo Bangu

Um grande zagueiro no Internacional de Porto Alegre, André Luís dos Santos Ferreira, chegou ao Bangu em 1988 para participar do Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão, vindo do São José/SP. Tinha a missão nada fácil de substituir Mauro Galvão, vendido ao Botafogo.

Hoje, técnico do São José da primeira divisão gaúcha, André Luís lembra o curto período em que defendeu o alvirrubro. Foram apenas 16 partidas (3v, 6e, 7d), dois gols marcados e para piorar, um rebaixamento para a Série-B do Campeonato Nacional.

Naquela época, o Bangu vivia momentos difíceis com a prisão de Castor de Andrade, tanto até que o contrato de André Luís foi assinado na Polinter.

Para ele, uma partida marcante foi o empate com o Vasco (1 x 1) em São Januário, pelo Brasileirão de 1988. E até hoje lamenta não ter ficado mais tempo jogando no Rio. Afinal, além de ser um sonho atuar num time da Cidade Maravilhosa, havia a pressão da esposa de André que não queria largar o Rio. Mas não teve jeito, e ao final do campeonato, ele voltou para o São José/SP.

Vinte anos depois, André Luís ainda tem um carinho pelo único clube do Rio em que jogou: "Espero que as pessoas que gostam do clube não deixem as coisas piorarem, pois o Bangu tem uma história muito bonita e não pode ser apagada do futebol" - torce.


Carlos Molinari

Pesquisador da história do Bangu Atlético Clube.
Fonte: bangu.net

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EDUARDO MELO, ex-goleiro do Bangu26/05/08

Entrou no sufoco e não desapontou

Bangu x Flamengo, em Moça Bonita. Logo aos 9 minutos do 1º tempo, o goleirão Palmieri se contunde. É a hora do reserva Eduardo Oliveira de Melo, meros 22 anos, entrar em campo para defender o gol banguense.

O ano era 1989, e a partida marcava a estréia do goleiro com a camisa banguense. Até hoje lembro desse jogo. Eduardo foi uma barreira para o ataque flamenguista, até que aos 31 minutos do 2º tempo, Bebeto conseguiu furar a resistência.

Comprado ao Bonsucesso no início daquele ano por 3 mil Cruzeiros Novos, Eduardo foi um presente do bicheiro Luisinho Drummond ao Bangu.

Incrivelmente, Eduardo Melo continuou sendo reserva do Bangu em todos os outros anos. No início dos anos 90, ficou no banco para o ótimo Vagner, depois para o Kenai, e enfim, em 1997, quando começou o Campeonato Carioca como titular, ele acabou perdendo a posição para o Alex “Perereca”.

Mesmo assim, Eduardo disputou 47 partidas com a camisa do Bangu (16v, 17e, 14d) e lamenta até hoje ter se contundido seriamente num jogo contra o Juventude, em Caxias do Sul, em 1994, quando era o titular.

Hoje, treinador de goleiros do rival Nova Iguaçu – que está no grupo do Bangu na Segundona -, Eduardo Melo ainda guarda saudades dos tempos de Moça Bonita, além de claro de uma gratidão eterna pelo clube:

“Espero que o Bangu melhore, pois o clube não merece estar na 2ª Divisão. Lá, eu 
trabalharia até de graça”.


Carlos Molinari

Pesquisador da história do Bangu Atlético Clube.
Fonte: bangu.net

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MARCELO PIRES, ex-jogador do Bangu02/06/08

Querendo voltar para o Bangu

Foram apenas 27 jogos, mas quem, como eu, convivi com o dia a dia do Bangu no final dos anos 90 não esquece de Marcelo Pires - o goleiro reserva de Alex "Perereca". O próprio Rubinho dizia que ele "era melhor que o titular". Entretanto, a carreira deste jogador, atualmente com 35 anos, não decolou como deveria.

Hoje, Marcelo Pires é treinador de goleiros do Artsul - time da Segundona carioca. Antes de chegar a Moça Bonita, Marcelo perambulou pelo Barra de Teresópolis, Barra da Tijuca, Mesquita, até ganhar o posto de segundo goleiro do clube em 1999.

Com 12 vitórias, 7 empates e 8 derrotas entre 1999 e 2000, Marcelo Pires não se esquece do estádio cheio nos dias de clássico e do inconfundível som da bandinha. Seu melhor jogo foi uma vitória sobre o Madureira por 4 x 1 em 1999 pela Copa Rio. "Foi quando ganhei a confiança do técnico Alfredo Sampaio".

No momento, torce para que o novo técnico, Antônio Carlos Roy, o convoque para trabalhar com ele no alvirrubro.

"O momento atual é crítico, mas eu acho que o Bangu vai subir este ano" - diz Marcelo Pires, louco para ajudar na campanha da Segundona deste ano.


Carlos Molinari

Pesquisador da história do Bangu Atlético Clube.
Fonte: bangu.net






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